segunda-feira, 16 de março de 2009

Pelo andarilhos e pela mata... uma colina




Necrópole dos meus sentidos:

Não. Não vou começar a desfazer o que há muito está desfeito pelo menos desde a geração de 70.
Num destes dias acordei sufocado por um sonho estúpido.
Que estupidez, nesse passado fui feliz.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Enquanto espero pela Primavera


Andreas Scholl, Venus Birds Whose Mournful Tunes, Crystal Tears, Harmonia Mundi.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

escrever sobre os amigos

Ando a pensar escrever sobre os amigos. Os meus. Não sei o que se passa, ando sem palavras. Não é uma questão de ausência. Talvez seja da extrema presença no pensamento. Acho que ainda sou muito novo só para viver de memórias, embora estas sejam visualizadas com alguma regularidade. Não por me esconder nelas. Talvez seja por uma solidão povoada de outros.
Os amigos requerem o silêncio, tendem ao silêncio, eles são o silêncio. Que melhor que o silêncio para caracterizar a vitória do prazer sobre as palavras.
Envio as mãos da água. Adormeço. E vejo.
Uma passadeira ao pé de um jardim Botânico:
- E que tal o ano da morte da música?

De um amigo para o outro.
De...
...
[silêncio]

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Já escrevi isto. Quando achava piada à piada que tinha. Agora tou velho e rabujento, mas muito mais sábio. Gosto mais da vida assim...

Morder como quem beija… é só “cumbíbios”


Cumbíbio: substantivo deverbal masculino. Do latim accumbo, es, ere,: deitar-se, acomodar-se. Cumbíbio significa, pois, fazer-se à febra para ter hipótese de se deitar numa determinada noite.
É axioma, digo mesmo lugar comum, falar do curso de História e não referir o que se fazia quando a malta tava com fome... não uma fome de pão, não... não uma sede de água... eram outras as razões que faziam erguer a alma de um estudante comum e tornar-se errante dirigindo-se a um "cumbíbio", qual maná que alimenta as pobres almas sedentas... um povo que caminha, e juntos caminhando queremos alcançar...etc.. etc.. etc... [daqui a pouco adormeço a escrever isto]. Já perceberam a minha intenção. Quero falar dos convívios que aconteceram um pouco por toda a parte nesta Lusa-Atenas [outro axioma nojento] onde houvesse um pasquim com cerveja, dancing space e, não raras as vezes, um pilar [depois perceberão o porquê deste macambúzio instrumento de persuasão e de, quiçá, sedução]. Era tão simples. Tão vonito... [volta Vítor estás perdoado!]. Pelas paredes da faculdade (local onde é quase impossível não chumbar à cadeira travar o boato) eram colados vários papéis, vulgo cartazes (feitos, no meu tempo, em word, hoje em dia é tudo XPTO [não pensem que isto quer dizer Cristo] maçonicamente elaborados com todo o amor e carinho em programas ditos mais potentes), onde se assinalava a data e o local para tal sessão, qual corrente espiritual de libertação das tentações da carne [esta merda quase parece um post da IURD!]!! Em pleno bar da faculdade ou em frente ao Paulo Quintela [porquê é que tiraram de lá os nossos sofás? Quero o dinheiro das minhas propinas...] olhares cúmplices ou de perversa intenção cruzavam-se antecedendo o que podemos denominar de le jour fatal. Amigos e amigas... façam as vossas apostas... quem come quem? Havia períodos de verdadeira euforia... Chegámos ao dia D. Depois de um jantar nas cantinas e de um copo ou dois no Oliveira (ou em outros locais de verdadeiro pasto), a malta seguia ordeiramente até ao local onde se iria "cumbiber". Um primeiro aquecimento... uma primeira bebida para ganhar coragem... um passo em frente... um olhar positivo... uma dança mais caliente e já tá... tiro certeiro!!
Houve vários "cumbíbios" famosos neste nosso curso... "Eu aqui quase por estrear" [mais um axioma nojento] que o diga... O Sing Sing era o local perfeito para tal façanha! Um famoso dia, "quatro gatinhos" [este epíteto dava para mais uma conversa], ainda por cima caloirinhos (e muito queridos pelas meninas de História d'Arte), foram quase violados por doutoras do terceiro ano algo famintas devido ao jejum verificado nas férias grandes. Um deles tentou fugir de tal "avançada" mas foi brutalmente encostado a um pilar e preso entre os braços da sua predadora... Outro foi mordido de modo tão violento nos seus lábios que ficou assim famosa a expressão que inicia esta nossa encíclica... no dia seguinte, uma dessas vítimas foi confrontado pela agressora deste sublime modo: - "Então? Namorados?". Meu deus [não invocar o Santo Nome de Deus em vão, por isso vai em letra pequena] - pensava ele - eu que tive uma esmerada educação na Suíça tou nesta cidade a perder a dignidade que me resta.
Bem, fica aqui mais um episódio de algo tão característico do nosso feudo, que, espero, brilhe intensamente para sempre nas nossas anamnesis [eu sei que tá mal escrito mas não tou com paciência]...
Vamos lá curtir a queima... Confesso que escrevi isto num só jorro [Viva o Zé Mário...FMI!] e estava de algum modo inspirado pelo deus Baco [este não se importa que o invoquemos...], por isso isto está uma porcaria, mas vais ficar assim...
Peço desculpa à organização que, em tão bons modos, dirige este simpático blog.



Duarte Freitas
11 de Maio de 2006
Post escrito para o blog histórias de História.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A prima donna que estou a ouvir neste momento




Poderá parecer estranho aos que aqui deitam o olho e aos que me conhecem. Não sei se é da idade (os meus pais gostam. Gostar é pouco. Veneram!)ou se é de uma nostalgia ressabiada (Hai mouraria...) e retrógrada. Talvez seja tontice. Não, estupidez. Não,demência. Sei lá!!!, cataloguem se quiserem... Num dia destes, dei por mim a ouvir vocês sabem de quem estou a falar. E por incrível que pareça [este post está preconceituoso e nojento] gostei. Dei com uma Maria Faia de olhos incríveis [desculpem, mas ela nisso (dos olhos, bem entendido)... quase se comparam com a voz!] e de cabelo elnetiano estourado, com fatinho a la estilista costureirinha de bairro (bem ganhavam naquele tempo...).

Siga a conversa. Deve mesmo ser da idade! A VOZ, QUE VOZ! não sei que dizer... Ouvir qualquer coisa tangida por esta senhora é tempo bem passado [à excepção do Malhão malhão e do fadinho serrano, do cuchicho e do Valentim, do Típanas e do Cheira a Lisboa e daquela coisa escrita pelo Carlos Paião que mistura marcianos e portugas. Que pleonasmo!). Deitem os olhos, neste caso os ouvidos, a músicas como o Fado de Peniche [lá tinha que vir a costela do martelo e da foice (ou ao contrário, da foice e do martelo.). Até dizem que ela deu dinheirinho para a causa... a nossa, ups.. a deles, que eu desde os 14 anos que aquela gente não me engana. Quem manda ler a Mãe de Gorky em tenra idade?], a Primavera, o Meu amor, meu amor,o Malhão de S. Simão (popularucho mas incrivelmente bem arranjado) e o Povo que lavas no rio...

Pois meus senhores. Chegou a altura (idade?). Passei estes anos todos a ouvir divas da Índia (entrega-te a shivaaaaaaaaaaaaaaa!), de África (África mãe, mãe África), da América Latina (hasta siempre!) e do raio que a parta, para dar comigo a ouvir o que estava aqui ao lado. Gostei. Amei. Tou viciado.

É engraçado, depois de tomar conhecimento desta senhora, desprezo cada vez mais os seus clones de cabelo estranho [à exepção da Mísia, esta gosto. Vá lá Duarte, diz a verdade... adoro (ups deixei fugir uma palavra)], as novas divas, de vestidinho copiado, desta vez feito pelos grandes estilistas da moda.

Vá lá. Vá lá. Só espero que não me abandonem. Amigos, vocês ainda gostam de mim? mesmo com este desvario revisionista? mesmo com este laivo de tão pouca intelectualidade? a sério? obrigado. Prometo que não falo mais nisto...


P.S. - Ainda não vi o filme que anda nas bocas do mundo. Já gostava da dita antes (não esquecer de apagar esta frase, suprimir, delete...).


Ai não gostam? Não perdoam? Desculpem mas não apago este post!

P.S. 2 - Adoro escrever coisas num só jorro...

...hai dinheiro que voarás tão depressa. Esta compra não espera. Desespera

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Desculpa M.



De Machaut, comment qu'à moy lonteinne


Perdão.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

As Memórias que Nunca se Apagam




Banda sonora de um filme madeirense que vai estrear por estes dias.

As Memórias que Nunca se Apagam...

Promete

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

os livros que derrubaram o meu ser no ano que passou

A viagem do elefante - José Saramago
A peste - Camus
O estrangeiro - Camus
O meu Nome é Legião - António Lobo Antunes
Eu hei-de amar uma pedra - António Lobo Antunes
Ontem não te vi em Babilónia - António Lobo Antunes
O arquipélago da insónia - António Lobo Antunes
As benevolentes - J. Litell
A condição humana - Malraux
A Esperança - Malraux
A 25.ª Hora - V. Gheorghiu
Jerusalém - Gonçalo M. Tavares

Não me perdoo por não ter o novo do Herberto (Helder é claro!).


Iniciei no dia 31 o Rayuela. Este merece estar em toda e qualquer lista. Como se de listas o mundo se tratasse. Ou de números. Ou de quantificações. Ou de... Que merda! Apetece-me apagar este post.

O porquê de estar ausente ...