É uma ilha em forma de cão sentado com a cabeça inclinada para perscrutar o enigma da água. O cão tem as orelhas fitas porque recebe notícias de vento ao mesmo tempo que cheira e olha o mar. O cão está sentado no Atlântico. Herberto Helder, Photomaton & Vox
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
O mundo de Beatriz por Chico... o Buarque pois claro!
Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da actriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Olha
Será que ela é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da actriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva pra sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Aí, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da actriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se o arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida
Beatriz, Chico Buarque/Edu Lobo
Excertos de uma versão da Maria João e do Mário Laginha
A palavra sublime é manifestamente inferior...
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da actriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Olha
Será que ela é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da actriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva pra sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Aí, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da actriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se o arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida
Beatriz, Chico Buarque/Edu Lobo
Excertos de uma versão da Maria João e do Mário Laginha
A palavra sublime é manifestamente inferior...
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
As pitonisas do mundo literário
Ontem à noite passou na 2 um documentário sobre Herberto Helder. O homem, como sempre, pediu para não ser feito... Está no seu direito.
Duas vampironas conhecidas do mundo literário não se calaram...
Sinceramente.
Para além de comentarem a obra (e só neste aspecto teriam todo o direito de fazer), falaram na vida pessoal do poeta.
Eles não percebem que só a obra vale... só essa! Tudo o resto, se não é permitido(incluindo a vida pessoal), é a mais abjecta invasão de privacidade...
Ai Pacheco Pacheco!!! O que vale é que eu ainda te acho alguma graça...
Duas vampironas conhecidas do mundo literário não se calaram...
Sinceramente.
Para além de comentarem a obra (e só neste aspecto teriam todo o direito de fazer), falaram na vida pessoal do poeta.
Eles não percebem que só a obra vale... só essa! Tudo o resto, se não é permitido(incluindo a vida pessoal), é a mais abjecta invasão de privacidade...
Ai Pacheco Pacheco!!! O que vale é que eu ainda te acho alguma graça...
domingo, 23 de dezembro de 2007
domingo, 16 de dezembro de 2007
escrever e ouvir Wagner ao mesmo tempo ...
Ouvir o Parsifal de Wagner (uma relação de amor/ ódio sempre saudável)e ao mesmo tempo escrever a minha tese de mestrado, dá para duas coisas: Ou sai uma autêntica merda ou então tudo corre pelo melhor...
Pois é, acho que hoje tive sorte...
Pois é, acho que hoje tive sorte...
sábado, 8 de dezembro de 2007
Ergo uma rosa
Ergo uma rosa, e tudo se ilumina
Como a lua nao faz nem o sol pode:
Cobra de luz ardente e enroscada
Ou vento de cabelos que sacode.
Ergo uma rosa, e grito a quantas aves
O ceu pontuam de ninhos e de cantos,
Bato no chao a ordem que decide
A união dos demos e dos santos.
Ergo uma rosa, um corpo e um destino
Contra o frio da noite que se atreve,
E da seiva da rosa e do meu sangue
Construo perenidade em vida breve.
Ergo uma rosa, e deixo, e abandono
Quanto me doi de mágoas e assombros.
Ergo uma rosa, sim, e ouço a vida
Neste cantar das aves nos meus ombros.
José Saramago, Luís Pastor, Maria Pages - Ergo uma Rosa
Os espanhois não se chateiam... andam com o escritor para todo o lado.
Os portugueses são os Sousa Laras sadios de pensamento (pensam eles)...
A União Ibérica (algo ridículo do meio ponto de vista) agora é justificação para tudo.
Quero só lembrar que outros escritores, como Torga, e artístas portgueses já tiveram as mesmas opiniões. Isso não fez com que fossem postos de lado!!!
Pobre Portugal o nosso... Ainda tão estadonovista.
(Quero ser
Hei-de ser sempre o mais pequenino
Estreitinho
Mirradinho
Que há-de haver) [Zé Mário, O Papão do Anão]
Foi inaugurada uma exposição em Lanzarote sobre a vida e obra de José Saramago. Esteve presente o ministro da cultura de Espanha. A representação diplomática portuguesa não esteve... e foi convidada!!! Ignorou...
O certame expositivo vai, em princípio, para Madrid e para Nova Iorque. Para Lisboa nada... A fundação responsável pelo certame já iniciou os contactos, mas, ao que parece, ninguém quer semelhante coisa cá no nosso país.
UMA VERGONHA!!!
Qualque dia vou declarar a independência das selvagens!!! talvez assim possa viver de bem com o mundo... Os portugas/cubanos (à madeirense... eu sei não gostam da expressão)ficarão felizes... menos um comuna a chatear o juízo... CHO CHO CHO... diabo vermelho
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Fernando Lopes-Graça - Pensar a música, mudar o mundo...
Lopes-Graça jamais bscou o êxito fácil perante um qualquer público e também nunca se preocupou com a moda. Ao contrário de outros, que, por adesão a um credo estético ou ideológico, se perfilaram como adeptos, ora desta, ora daquela "escola" artística, ou que primeiro defenderam e depois condenaram certas correntes ou tendências da música europeia, Lopes-Graça não andou aos ziguezagues, manteve a sua linha, defendeu o seu percurso interior, de construção ou descoberta da individualidade artística, como parte integrante de afirmação da sua própria diferença ou singularidade como pessoa. Há mudança, há contrastes, há diferenças ao longo desse percurso - como nao podia deixar de ser numa personalidade tão culta, multifacetada e dinâmica - , mas tudo o que de diferente nele acontece é testemunho de um mesmo imperativo de autenticidade, de coerência estética e ética, que ele se impôs a si próprio.
[...]
Ao assumir tenazmente o princípio da diferença ou da diversidade das expressões culturais, como sólido fundamento para o desenvolvimento de uma individualidade artística - isto é, o local e a sua especificidade cultural como terreno fértil para a criatividade artística -, [...] Lopes-graça tornou-se hoje mais actual do que nunca. E tão mais actual quando dessa maneira a sua música prossegue um desígnio de resistência que se manifestou ao longo da sua vida de múltiplas maneiras e que hoje ganha nova força, no contextuda globalização.
Mário Vieira de Carvalho, Pensar a música, mudar o mundo: Fernando Lopes-Graça
[...]
Ao assumir tenazmente o princípio da diferença ou da diversidade das expressões culturais, como sólido fundamento para o desenvolvimento de uma individualidade artística - isto é, o local e a sua especificidade cultural como terreno fértil para a criatividade artística -, [...] Lopes-graça tornou-se hoje mais actual do que nunca. E tão mais actual quando dessa maneira a sua música prossegue um desígnio de resistência que se manifestou ao longo da sua vida de múltiplas maneiras e que hoje ganha nova força, no contextuda globalização.
Mário Vieira de Carvalho, Pensar a música, mudar o mundo: Fernando Lopes-Graça
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
A morte de Carlos Gardel - parte 5 : melodia de arrabal
Carlos Gadel, melodia de arrabal, por uma soprano lírica
Terminei um bom livro...
Seguirei para o Esplendor de Portugal.
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